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21.MAR.2019

Storytelling: separando as marcas que vêm a passeio daquelas que vêm pra ficar

Storytelling: separando as marcas que vêm a passeio daquelas que vêm pra ficar

Uma história que comove e permanece: o storytelling nada mais é do que a apropriação pelo mercado de consagradas técnicas narrativas. Conheça mais aqui.

De quando em quando, a sociedade – e, em consequência, o mercado – adota certos termos para colocá-los no mais alto e reluzente dos pedestais. E estes termos invariavelmente se tornam vedetes – ou melhor, verdadeiras manias, buzzwords que, quando analisadas com cuidado, têm muito a dizer sobre a própria sociedade que as cultua. É o caso de storytelling. Comumente associado ao marketing, o termo é, sem sombra de dúvida, uma das mais cobiçadas vedetes dos tempos atuais. E isso nas áreas mais distintas, como o próprio marketing, o cinema e a indústria de games.

Pode fazer uma pesquisa informal: você vai descobrir que o termo storytelling foi definitivamente incorporado ao vernáculo atual. É storytelling na embalagem de iogurte, é storytelling na apresentação mensal de resultados da empresa, é storytelling no cardápio da padaria do bairro, é storytelling nos postsdos seus amigos nas redes sociais, é storytelling na homilia do padre na missa… Não tem para onde fugir: embora recente, o fenômeno do storytelling é onipresente e, aparentemente, definitivo.

Mas será mesmo recente? Ou apenas inventamos uma nova forma de chamar algo que sempre fizemos, desde quando o mundo é mundo? A discussão é riquíssima; talvez nem seja o caso de tomar parte nela. De toda forma, vale aqui uma reflexão sobre storytelling – sobretudo para você avaliar como a prática pode beneficiar a sua gestão. Afinal, é para isso que estamos aqui.

 

 

O que é exatamente storytelling?

A definição que se costuma dar é que storytelling é a prática de se contar uma boa história. E este “boa”, na imensa maioria das vezes, quer dizer relevante. Ou seja, uma história que consiga reter a atenção do interlocutor – esteja ele onde estiver – e que, de preferência, marque-o, fique em sua memória. Uma narrativa bem articulada, com começo, desenvolvimento e final específicos, e que de alguma forma capture o público – seja por meio do drama, da tragédia, da comédia ou da ação, não importa.

Afinal de contas, tudo se resume a esta questão: relevância. No caso do mercado da comunicação, com a dispersão dos públicos das mídias de massa, foi ficando mais e mais difícil que anunciantes se mantivessem significativos. O latifúndio que tinham na mente dos consumidores foi se transformando em uma fazenda, depois em sítio, depois em chácara, casebre, e por aí vai. Até que se descobriu que uma possível solução para isso estava muito mais perto do que qualquer pessoa imaginasse: nas cabeceiras, nas estantes, nas prateleiras… O livros, claro. Os clássicos universais, que se mantêm relevantes há muito tempo.

É compreensível, então, que o mercado de comunicação se aproprie de consagrados recursos de narrativa para combater a dispersão. E não apenas o mercado de comunicação: no fundo, a prática de storytellingpode trazer proveitos nas mais diversas áreas da sua vida. Afinal, quase toda comunicação envolve contar uma história – do cafezinho no trabalho ao discurso de formatura.

Por que storytelling é tão importante para os meus negócios?

Pois é. Não daria para explicar a importância do storytelling sem uma reflexão como essa aí de cima. Mas o conceito é importante justamente por conta do momento em que vivemos, de comunicação frenética e relações superficiais. Para se tornar significativa, a sua marca precisa ampliar a presença na memória do consumidor.

E não só; o storytelling pode fazer um imenso bem a questões do seu cotidiano. Afinal, se você pensar bem, faz parte do seu dia de empreendedor convencer as pessoas. E aprimorar as suas narrativas pode ser extremamente útil para conquistar a atenção e conseguir o engajamento de seus interlocutores.

Encontre a mensagem a ser transmitida: é o momento de definir a mensagem principal da sua apresentação. Para isso, faça-se a seguinte pergunta: “se a minha audiência precisasse se lembrar de uma única coisa, o que seria?” Você encontrará a resposta ao refletir profundamente sobre seus objetivos – e, claro, sobre o interesse do público nele.

Encontrou a mensagem? Transforme-a em slogan: ou seja, uma frase concisa, forte e significativa, que resuma todo o teor da mensagem a ser passada. Abuse da criatividade; e, caso não seja seu forte, peça ajuda para aquele amigo que conhece do assunto. Assim, ficará muito mais fácil para sua audiência se lembrar da sua mensagem.

Elabore o começo, o meio e a conclusão: sua mensagem só será passada com eficiência caso seja construída aos poucos, de forma consistente. Utilize outras mensagens para levar àquela aonde você quer chegar, como exemplos e metáforas. E busque um desfecho retumbante, uma conclusão poderosa, que ajude a manter a mensagem nas memórias de quem assistir à apresentação.

No e-book acima, você encontra várias outras sugestões preciosas. Já imaginou o bem que tudo isso pode fazer àquele pitch importantíssimo com um investidor? Ou mesmo em uma reunião de conselho, em que você precisará comunicar uma decisão delicada?

 

Via: Endeavor

https://endeavor.org.br/

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