+

blog red

red blog

09.JAN.2026

O dia em que a Disney se rendeu à IA: o que essa parceria com a OpenAI nos diz sobre o futuro do entretenimento

O dia em que a Disney se rendeu à IA: o que essa parceria com a OpenAI nos diz sobre o futuro do entretenimento

Em uma jogada que promete reconfigurar os rumos da indústria audiovisual, a Disney anunciou um investimento de US$ 1 bilhão na OpenAI e um acordo para liberar mais de 200 personagens do seu catálogo para o Sora, o gerador de vídeos da empresa por trás do ChatGPT. A parceria marca oficialmente a entrada da inteligência artificial generativa no universo do entretenimento de massa.

 

Enquanto os usuários ganham a possibilidade de criar vídeos com elementos Disney, pense em criar uma cena original com o Simba, a Elsa ou o Darth Vader, a gigante do entretenimento poderá integrar as APIs da OpenAI em seus processos criativos, usando a inteligência do ChatGPT para acelerar e refinar produções.

 

O impacto é simbólico e prático. A OpenAI, muitas vezes questionada sobre o uso criativo da sua tecnologia, agora recebe um “selo de legitimidade” de um estúdio que carrega 151 estatuetas do Oscar. Não é só uma aposta: é uma chancela que diz que a IA está pronta para criar no mais alto nível.

 

Do lado da Disney, o movimento mostra que a empresa não pretende ser engolida pela onda da IA, ela quer surfar nela. Em vez de resistir à transformação, como outros estúdios vêm fazendo, a casa do Mickey opta por se aliar à inovação, ganhando velocidade e economia na produção de conteúdo. Vale lembrar: Toy Story 3 custou US$ 200 milhões para ser feito. Com IA, esse custo pode cair drasticamente sem perda de qualidade.

 

Com duas empresas que somam mais de US$ 700 bilhões em valor de mercado unindo forças, a parceria pode inaugurar uma nova fase na produção de filmes, séries, jogos e animações. O modelo de criação muda: roteiros podem ser prototipados com mais rapidez, personagens podem ser animados em tempo real e a personalização de conteúdos pode atingir outro nível.

Além disso, essa integração abre espaço para um tipo de interatividade ainda mais envolvente. Imagine assistir a uma animação e poder alterar o enredo ou os personagens em tempo real, não mais como espectador, mas como coautor.

 

Apesar da aproximação com a OpenAI, a Disney também se posiciona de forma rígida em relação à proteção dos seus ativos intelectuais. A empresa enviou ao Google uma notificação extrajudicial exigindo que as plataformas da big tech parem de usar seu conteúdo para treinar modelos de IA.

O recado é claro: a Disney escolhe com quem compartilha seu universo e está disposta a explorar o potencial da IA, mas em termos controlados e comerciais. Isso reforça um novo cenário onde dados, personagens e narrativas passam a ser tratados como insumos estratégicos de altíssimo valor.

 

A colaboração entre Disney e OpenAI não impacta apenas o entretenimento, ela cria um precedente para o marketing, a publicidade e o branding. Se a IA já era considerada promissora, agora ela se torna inevitável.

Marcas precisarão rever seus padrões de produção, entender o que pode ser automatizado sem perder identidade e, principalmente, explorar novas formas de narrativa interativa, em que o consumidor participa mais ativamente.

 

Como disse um criativo nas redes: “Quem ficar de fora é pateta.” E, ao que tudo indica, até o Mickey já entendeu isso.

Veja também

+AGENDE UMA CONVERSA
×

Solicitar orçamento


×

Trabalhe conosco

Anexar currículo pdf

×

AGENDE UMA CONVERSA